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Polícia ACUSADO

Policial militar preso em Igaporã acusado de furto é investigado por assassinato de colega

De acordo com a secretaria ainda, o policial é suspeito de ter participado da morte do soldado PM Victor dos Reis Pereira, no dia 12 de outubro de 2018, na cidade de Entre Rios.

03/10/2020 12h05
Por: Redação Fonte: Bahia Notícias
 Foto: Reprodução/ Facebook
Foto: Reprodução/ Facebook

O policial militar Lenilson dos Santos Costa, preso na cidade de Igaporã, no Sudoeste da Bahia, suspeito de ter participado de um roubo em uma residência, também é investigado por assassinato de colega.

Lenilson e mais três homens vestindo fardas semelhantes a da PM, invadiram o imóvel na zona rural de Igaporã, no dia 10 de junho, alegando cumprimento de mandado de busca e apreensão.

O quarteto levou 5 mil reais em espécie, uma espingarda, joias, um celular e chaves de três veículos.

O militar lotado na 32ª Companhia Independente de Polícia Militar, em Pojuca, Região Metropolitana de Salvador, segundo informação da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

De acordo com a secretaria ainda, o policial  é suspeito de ter participado da morte do  soldado PM Victor dos Reis Pereira, no dia 12 de outubro de 2018, na cidade de Entre Rios.

Lenilson  está preso no Batalhão de Choque da corporação, em Lauro de Freitas. Lenilson também é réu, junto a outros seis colegas de farda, em processo por integrar organização criminosa que praticava roubos no interior do estado (veja aqui). O grupo chegou a ser classificado por um juiz como milícia.

A secretaria informou que o crime em Igaporã acabou ligando Lenilson à cena do assassinato de Victor. A  perícia na arma apreendida com o militar durante a prisão dele apontou que o revólver estava presente no local da morte do PM

Após cometer o crime no interior da Bahia, o soldado a deixou cair na cena do crime. Ciente da possível participação do PM na morte de Victor, a Força-Tarefa da SSP contra grupos de extermínio solicitou que o equipamento passasse pelo microcomparador balístico do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

O laudo apontou que estojos da mesma pistola foram encontrados próximos do corpo de Victor. Disparos contra a vítima foram realizados, mas os tiros que acabaram matando o soldado partiram de outra arma, que segue sendo procurada pelas forças de segurança. Victor foi vítima de uma emboscada, na BA-400, por homens em um carro modelo Golf. Ainda em 2018, um homem que também participou do homicídio foi preso.

Lenilson é acusado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) de integrar organização criminosa que roubava moradores no município de Pojuca, Região Metropolitana de Salvador (RMS), e com atuação em outras cidades baianas.

Conforme o Bahia Notícias, a Justiça aceitou duas denúncias do órgão contra ele e outros seis PMs, por crimes previstos nos artigos 242 do Código Penal Militar, o de cometer roubos com ameaça de emprego ou uso de violência a ponto de impossibilitar defesa da vítima, e no 288 do Código Penal comum, o de associação criminosa.

Viraram réus a subtenente Jaqueline Santana Lins e os soldados Lenilson dos Santos Costa, Diego Ramos Costa Santos, João Pedro Carneiro, Walnei Dias Teixeira, Eliel Carneiro da Silva Júnior e Sebastião dos Santos Mendes, todos lotados na 32ª CIPM, em Pojuca.

A organização passou a ser investigada depois do citado roubo em Igaporã, quando um imóvel foi invadido por homens fardados que diziam cumprir mandado judicial. Após subtraírem R$ 5 mil, celulares e joias, os criminosos saíram e deixaram cair uma pistola calibre 40, de propriedade de Lenilson. No mesmo dia, ele foi preso.

Diante do caso, as Corregedorias Geral e da PM aprofundaram as investigações e descobriram indícios de participações dos outros militares. Informações preliminares apontam que o grupo, em alguns casos, usava fardas rajadas (conhecida popularmente como Caatinga) e invadia locais usados por traficantes para sequestrar criminosos ou parentes.

Ao manter a prisão de Lenilson, o juiz Álvaro Marques ressaltou o “caráter delitivo” do PM e argumentou que a liberdade dele poderia representar “óbice ao desenvolvimento regular da instrução, o que fere também a segurança da aplicação da lei penal, diante da notícia de que vítima foi ameaçada e buscou-se a impunidade pelos supostos delitos praticados.” A Justiça espera agora parecer do Ministério Público para decidir se aceita o pedido da defesa para soltar o soldado.

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